Emília Corrêa denuncia machismo da mídia contra sua gestão

Nesta segunda-feira, 02, através de um vídeo publicado nas redes sociais, a prefeita de Aracaju, Emília Corrêa (Republicanos), denunciou um episódio de machismo e misoginia dos veículos de comunicação após a reinauguração da praça Dom José Thomaz, no bairro Siqueira Campos, na última sexta-feira, 30.

A prefeita afirmou que circularam nas redes sociais alguns recortes preconceituosos com o seu nome. “Ao invés de falarem da obra, escolheram recortar uma reação minha e transformar isso em espetáculo. Usaram palavras como ‘descontrolada’, ‘surtada’, ‘nervosa’, aceleraram o vídeo para reforçarem essa narrativa. Em um desses recortes, um repórter chegou a questionar se o povo de Sergipe pode confiar na minha palavra, isso eu não admito, nunca permiti e nunca permitirei”, declarou.

A gestora reforçou que possui quase quarenta anos de vida pública e que esse não é o primeiro ato de misoginia que sofreu. “Isso não começa agora, vivi isso na Câmara. Quantas vezes eu ouvi ‘calma’, ‘está nervosa?’ ‘já tomou remedinho hoje?’, como se uma mulher firme não pudesse estar defendendo ideias e projetos. Cheguei até aqui como prefeita de Aracaju enfrentando muito mais que apenas recortes”, ressaltou.

Ela também questionou que episódios como esses não acontecem com figuras políticas masculinas e que isso acontece frequentemente com mulheres. “Quando é homem, os termos são outros, é autenticidade, é liderança, é posicionamento, não é chamado de louco, a régua não é a mesma, isso tem nome: machismo e misoginia. A democracia nos permite, claro, criticar qualquer gestora, criticar decisões e discordar politicamente. O que não é aceitável é recorrer a misoginia para desqualificar uma mulher”, pontuou.

Foto: reprodução/TV Sergipe