Moana Valadares declara ser contra o conceito “racismo ambiental” mesmo sem entender o significado

A vereadora Moana Valadares votou contra o Projeto de Lei de autoria do vereador Iran Barbosa, que estabelece as bases da Política Municipal de Atenção às Emergências Climáticas e de Combate ao Racismo Ambiental. A discussão da pauta aconteceu ontem, 02, na Câmara Municipal de Aracaju.

Moana afirmou não concordar com o conceito de racismo ambiental e defendeu que catástrofes e problemas ambientais atingem a população da mesma forma, independentemente de raça, gênero ou religião. Ao justificar o voto contrário, ela disse compreender a importância das pautas ambientais, mas declarou que não aceita o uso do termo “racismo ambiental” por considerar ele uma ideologia política.

O projeto define racismo ambiental como a exposição desproporcional de comunidades vulneráveis, especialmente negras, indígenas e periféricas, aos danos ambientais e à precariedade de serviços essenciais, como saneamento básico, drenagem e acesso à infraestrutura urbana.

O texto também prevê a realização de estudos sobre vulnerabilidades climáticas em Aracaju, a criação de sistemas de adaptação e mitigação, ações de combate ao desmatamento, incentivo à transição energética e atividades formativas na rede municipal de ensino sobre questões ambientais.

O que significa racismo ambiental?

Racismo ambiental é o processo de discriminação pelo qual populações marginalizadas, especialmente negras e indígenas, sofrem desproporcionalmente com a degradação ambiental, poluição e impactos de desastres climáticos. Essas comunidades são historicamente empurradas para áreas de risco e privadas de infraestrutura básica e saneamento.

Foto: Câmara Municipal de Aracaju