Suspeitas sobre origem de recursos financeiros, inclusão de menores de 15 anos na amostragem e dados inconsistentes são alguns dos erros cometidos pelas pesquisas que apontam a vitória de Fábio Mitidieri. No caso mais recente, a Câmara de Dirigentes Lojistas de Aracaju (CDL Aracaju) foi condenada pela Justiça Eleitoral ao pagamento de multa de R$ 53.205,00 e teve a divulgação do levantamento SE-09441/2026 vetada em definitivo, sob pena de multa diária de R$ 20.000,00. O tribunal reconheceu que o estudo operava como “não registrado” devido a falhas graves na metodologia e divergências nos critérios de amostragem prévios.
A sanção contra a CDL é parte de um cenário mais amplo de decisões judiciais contra os principais institutos cujas pesquisas apontam cenários favoráveis ao governador e candidato à reeleição Fábio Mitidieri. O Instituto CTAS, por exemplo, teve pesquisas vetadas pelo Tribunal Regional Eleitoral de Sergipe (TRE-SE) por suspeitas sobre a origem dos financiamentos e por atuar como “não registrada”, sendo também multado em R$ 53.205,00.
O Instituto França também integra o rol de empresas punidas com vetos do TRE-SE em levantamentos estaduais. As decisões contra a entidade foram motivadas por representações que comprovaram vícios no plano amostral, problemas na metodologia aplicada durante a coleta de dados de campo, como inclusão de menores de 15 anos, e não atendimento aos critérios formais de registro estabelecidos pela Resolução do TSE.
A lista de empresas sob questionamento e intervenção da Justiça Eleitoral se estende ao Instituto Veritá e ao Instituto ECM. O Instituto Veritá teve múltiplos levantamentos suspensos e julgados procedentes pela Justiça Eleitoral por irregularidades, resultando no bloqueio e proibição da divulgação de resultados para cargos como Governador (pesquisas SE-08857/2026 e SE-05262/2026) e Senador (pesquisa SE-05260/2026). Já o Instituto ECM teve levantamento suspenso pelo TRE-SE sob forte suspeita de irregularidades no financiamento e na comprovação da origem dos recursos.
O acúmulo de sanções, vetos e multas impostos pela Justiça Eleitoral contra CDL, CTAS, Instituto França, Instituto Veritá e ECM coloca em xeque a confiabilidade técnica dos dados apresentados à população e levanta dúvidas sobre a integridade dos cenários divulgados por essas pesquisas no estado.
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