Na última terça-feira (3), a prefeita de Aracaju, Emília Corrêa, afirmou, durante entrevista concedida à TV Atalaia, que a Renova, empresa responsável pela coleta de lixo em Aracaju, não tem capacidade de atender as demandas da capital. A declaração da governante surge após os funcionários da limpeza pública paralisarem as atividades no mesmo dia, alegando falta de pagamento de ticket de alimentação e vale-transporte.
Na conversa com o apresentador Luiz Carlos Focca, no programa Atalaia Mais, Emília foi questionada sobre os problemas com a coleta de lixo que a cidade vem enfrentando e respondeu: “eu comecei o meu governo com problema com o lixo. No dia 1° de janeiro se a gente não tivesse buscado resolver, a cidade ia amanhecer toda suja, porque a gestão anterior, de propósito, resolveu deixar algumas pegadinhas para nós, e uma dessas foi o lixo”.
A prefeita afirmou que a prefeitura sempre esteve em ordens com a empresa e que essa situação será resolvida com uma nova licitação que está quase pronta. Emília destacou que a Renova não está se mostrando eficiente e que “não conseguiu ou não consegue dar essa cobertura”.
A Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb) emitiu uma nota informando que, diante da situação, foi preciso reorganizar o cronograma de limpeza pública, com destaque para a coleta domiciliar.
A Renova informou, por meio de nota, que a convenção coletiva vigente determina que os pagamentos devem ser realizados até o dia 5 do mês seguinte. Segundo a empresa, o vale-transporte foi pago na segunda-feira, primeiro dia útil do mês, e, ainda na mesma noite, os colaboradores foram avisados de que o vale-alimentação e o vale-refeição seriam pagos no dia seguinte, à tarde, dentro do prazo estabelecido pela convenção coletiva atual.
Foto: Gilton Rosas/Divulgação