O secretário de Comércio dos Estados Unidos, Howard Lutnick, confirmou neste domingo (27) que tarifas impostas por Donald Trump à diversos países, incluindo o Brasil, entrarão em vigor no primeiro dia de Agosto, sem a possibilidade de adiamento.
“Sem prorrogações, sem mais períodos de carência — em 1º de agosto, as tarifas serão definidas. A Alfândega começará a arrecadar o dinheiro”, declarou Lutnick em entrevista à emissora estadunidense Fox News.
O Brasil será um dos países mais atingidos pela decisão, com uma tarifa de 50% sobre todos os produtos exportados. A medida já provocou efeitos diretos no país, especialmente no setor do agronegócio, como o descarte de laranjas em regiões que incluem os estados de Sergipe, Alagoas e Bahia.
Trump justificou a decisão afirmando que a relação com o Brasil não tem sido boa e citou as decisões do Superior Tribunal Federal (STF) como motivo para a taxação, acusando o país de perseguição política ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Além do Brasil, a África do Sul, o México e o Japão também foram atingidos pelas medidas, mas com porcentagem menores, que variam de 20 à 30%.
O presidente Lula (PT) manifestou-se contra a decisão de Trump e afirmou que ele “não foi eleito para ser imperador do mundo”. Enquanto isso, produtores e indústrias aguardam medidas de contenção por parte do governo federal e dos estados.
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