Na última quinta-feira (11), o Supremo Tribunal Federal (STF) condenou, com maioria dos votos, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pela organização de um golpe de Estado. A condenação repercutiu e mobilizou lideranças políticas sergipanas de diferentes ideologias.
Os representantes da direita afirmaram que a condenação do ex-presidente é injusta. O deputado federal Rodrigo Valadares (UB) declarou que a decisão é uma perseguição política e que ultrapassa os precedentes legais. O deputado estadual Luizão Dona Trampi (UB) usou as redes sociais para dizer que a situação é uma injustiça e reforçou o argumento de que Bolsonaro não teria cometido crimes contra a nação. Já a prefeita de Aracaju, Emília Corrêa (PL), demonstrou solidariedade para com o ex-presidente e todos seus familiares, além de declarar que a decisão é um exagero.
No entanto, lideranças de esquerda celebraram a condenação. A vereadora por Aracaju Sônia Meire (PSOL) destacou as palavras da ministra Cármen Lúcia em defesa do Estado Democrático de Direito e classificou a decisão como um “encontro do Brasil com seu passado, presente e futuro”. A deputada estadual Linda Brasil (PSOL) também comemorou chamando Bolsonaro de “machista, racista e inimigo do povo”. O senador Rogério Carvalho (PT) publicou que se trata de “um grande dia” e lembrou que o ex-presidente foi condenado a mais de 27 anos de prisão.
O julgamento, realizado pela Primeira Turma da Corte, em Brasília, reconheceu o ex-presidente como culpado por golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, organização criminosa, dano qualificado contra patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado.
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