Em entrevista à Mangue Jornalismo, Aécio Ferreira, dirigente do Sindisan, sindicato que representa os trabalhadores da Deso, afirmou que a empresa já alertava autoridades sobre ferrugens nos registros e que o desabastecimento é resultado de um longo processo de sucateamento da antiga companhia de saneamento.
O dirigente declarou que o sucateamento fez parte do planejamento dos governadores Belivaldo Chagas (2019-2022) e Fábio Mitidieri (2023-atual) para, na hora certa, conseguirem a aprovação da venda da companhia de água do estado, ocorrida em setembro de 2024.
Sobre a crise da última semana, ele disse que a hipótese de sabotagem de uma das adutoras é uma narrativa utilizada pela Iguá para justificar a longa falta de água nas residências. “Quando o governo fala de sabotagem, de forma indireta ele diz que algum trabalhador da área de saneamento teve parte. Ou então, a oposição atual política. E a gente sabe que ninguém, nenhum trabalhador do saneamento, em consciência, ia fazer uma sabotagem, ia causar risco para a população”, pontuou.
A Polícia Civil iniciou um inquérito para averiguar o motivo do dano, mas, até o momento, não há confirmação de dano estrutural ou de indícios que sustentem a hipótese de interferência externa no sistema.
Fonte: Mangue Jornalismo
Foto: Arquivo pessoal/Mangue Jornalismo