Uma força-tarefa formada pelo Ministério Público de Sergipe (MPSE) e o Tribunal de Contas do Estado (TCE/SE) revelou uma realidade preocupante em diversas escolas públicas do estado. Entre os dias 2 e 6 de junho, dentro do projeto nacional “Sede de Aprender”, foram realizadas inspeções em 39 unidades de ensino de 13 municípios sergipanos. O levantamento identificou problemas graves de infraestrutura que comprometem diretamente o direito à educação e à dignidade dos estudantes.
As principais irregularidades constatadas envolvem a ausência de itens básicos como água potável e saneamento. Muitas das escolas visitadas não possuem banheiros adequados, rede de esgotamento sanitário ou acesso à água tratada. Foram encontradas fossas mal construídas e casos de descarte irregular de esgoto. A situação é ainda mais crítica nas zonas rurais, onde a precariedade estrutural se evidencia com maior intensidade.
No município de Santa Luzia do Itanhy, por exemplo, a água consumida pelos alunos e funcionários não passa por nenhum processo de tratamento. Além disso, o esgoto das escolas é despejado diretamente nas sarjetas, sem qualquer tipo de contenção ou tratamento, colocando em risco a saúde da comunidade escolar.
Além de Santa Luzia, os problemas se repetem em cidades como Boquim, Estância, Nossa Senhora do Socorro, Poço Redondo, Monte Alegre, Japaratuba, Arauá, Itaporanga d’Ajuda, Nossa Senhora das Dores, Santana do São Francisco, Barra dos Coqueiros e Riachão do Dantas. A força-tarefa visa cobrar providências dos gestores municipais para garantir o mínimo de dignidade e segurança nas unidades escolares.
Com informações e foto do MPSE