Nesta terça-feira (23), o presidente da república, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), participou da abertura da Assembleia Geral da ONU e discursou em defesa da democracia e da soberania brasileira. O gestor também comentou sobre a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que aconteceu na última semana.
“Falsos patriotas arquitetam e promovem publicamente ações contra o Brasil. Não há pacificação com impunidade. Há poucos dias, e pela primeira vez em 525 anos de nossa história, um ex-chefe de Estado foi condenado por atentar contra o Estado Democrático de Direito. Foi investigado, indiciado e julgado, e responsabilizado pelos seus atos em um processo minucioso”, declarou.
Lula defendeu a reforma da ONU, além de mencionar a importância do multilateralismo. “A voz do Sul Global deve ser respeitada e ouvida. A ONU tem hoje quase quatro vezes mais membros do que os 51 que estiveram na sua fundação. Nossa missão histórica é a de torná-la novamente portadora de esperança e promotora da igualdade, da paz, do desenvolvimento sustentável, da diversidade e da tolerância”, pontuou.
Ele também citou o ex-presidente do Uruguai, Pepe Mujica, e o Papa Francisco como figuras importantes para a defesa da democracia no Sul Global. “Ambos encarnaram como ninguém os melhores valores humanistas. Suas vidas se entrelaçam, se entrelaçaram com as oito décadas de existência da ONU. Se ainda estivesse entre nós, provavelmente usariam esta tribuna para lembrar que o autoritarismo, a degradação ambiental e a desigualdade não são inexoráveis. Que os únicos derrotados são os que cruzam os braços resignados. Que podemos vencer os falsos profetas de oligarcas que exploram o medo e monetizam o ódio. E que o amanhã é feito de escolhas diárias e é preciso coragem de agir para transformá-lo”, disse.
Foto: Ricardo Stuckert/PR