O desfile cívico realizado em Lagarto neste 7 de Setembro foi marcado por uma série de situações que chamaram a atenção da população. Entre elas, a decisão do prefeito Sérgio Reis de quebrar uma tradição histórica do evento e não participar do percurso em carro aberto ao lado dos estudantes e da população.
Diferentemente dos anos anteriores, o gestor municipal não acompanhou o desfile junto ao povo. Sérgio Reis optou por seguir diretamente para o palanque oficial, permanecendo recluso durante boa parte da programação. A decisão teria sido motivada pelo alto índice de rejeição enfrentado pela atual gestão, evitando uma maior exposição ao contato direto com a população.
A atitude também gerou comparações com o ex-prefeito Lila Fraga, apontado por muitos lagartenses como o pior prefeito da história do município. Durante sua gestão, Lila também evitou desfilar em carro aberto nos eventos cívicos, numa estratégia que buscava evitar possíveis manifestações contrárias e vaias populares.
O contraste com outros gestores é inevitável. Prefeitos como Hilda Ribeiro e Valmir Monteiro sempre participaram dos desfiles em meio à população, percorrendo todo o trajeto em carro aberto e mantendo contato direto com os lagartenses, independentemente do momento político vivido pelo município.
Outro ponto observado foi a estrutura do evento que ficou abaixo da expectativa da população. As tradicionais arquibancadas não foram montadas, reduzindo o conforto para quem compareceu ao desfile. Além disso, a programação terminou muito antes do horário habitual, reforçando a percepção de um evento mais enxuto, com menor participação popular e consequentemente prejudicando vendedores ambulantes.
“Paguei uma taxa de 25 reais pra colocar meu carrinho de pipoca aqui na praça, não deu nem seis horas ainda e já acabou o desfile, nunca vi isso antes, foi o pior desfile da história e eu saí no prejuízo”, declarou um vendedor ambulante.
Mesmo diante das tentativas de apresentar normalidade, os sinais de dificuldades financeiras da administração municipal têm ficado cada vez mais evidentes. O cenário já havia sido percebido durante a realização do Festival da Mandioca e, segundo observadores da política local, vem se agravando nos demais eventos culturais e tradicionais promovidos pelo município.
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