Os candidatos à presidência da república, Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), se enfrentaram pela primeira vez em um debate na noite do último domingo, 18, realizado pela Rede Bandeirantes.
O encontro foi marcado como um dos piores debates presidenciais do Brasil, pós-redemocratização. O motivo? A conversa não pautou assuntos importantes para a sociedade brasileira e serviu como um palco de ataques, polêmicas e deboches.
Não há de se negar que o motivo do debate ter sido do jeito que foi tem nome e sobrenome: Flávio Bolsonaro. O candidato foi treinado para não responder perguntas e preparado para desestabilizar seu opositor.
Como não esperava que o nível do debate fosse ainda pior, o presidente, em alguns momentos, caiu nas armadilhas estabelecidas pelo adversário, como quando ele usou o jogo de câmeras para ficar atrás do petista, se manifestando silenciosamente com diversas expressões e gestos.
Lula também deslizou em muitos assuntos que poderiam ter sido usado a seu favor e contra seu adversário, como a mudança de posição sobre o fim da escala 6×1, a carreira marcada pela falta de prestação de serviços e a inexperiência política para comandar a gestão do país.
Mas, uma coisa é certa: mesmo caindo em provocações, o petista ainda conseguiu manter civilidade e discutir dados, números e propostas de interesse nacional, como economia, saúde e segurança pública.
É lamentável que candidatos de extrema-direita esvaziem o debate político nacional e usem de polêmicas para conquistar votos dos brasileiros na base do medo e da mentira.
Após esse debate desastroso, é notável que essa disputa presidencial ficará marcada como a mais apelativa e polarizada da história recente do país.
Foto: Rede Bandeirantes